Há muito tempo nós, seres humanos, buscamos formas de prever o que o futuro nos reserva. Dispomos de milhares de obras cinematográficas e literárias, previsões dos mais variados tipos…

Mesmo diante de tanto esforço e criatividade dedicados nessa empreitada, a conclusão que temos está cada vez mais perto daquela feita a milhares de anos atrás, pelo grego Heráclito: “A única constante é a mudança”. Já entendemos que nossa capacidade de prever o futuro é bem limitada, mas isso não nos impede de entender como essas mudanças acontecem.

Foi com esse propósito que o exército americano criou, na década de noventa, o conceito de ambiente VUCA, acrônimo de volatilidade, incerteza (uncertainty em inglês), complexidade e ambiguidade. Este conceito buscava entender como lidar com situações em que o planejamento tradicional não tem eficácia. Em contextos assim, um planejamento tático pode ficar obsoleto bem antes mesmo de sair do papel, devido a quantidade e complexidade das variáveis envolvidas.

Embora esse conceito tenha sido criado há mais de 20 anos e seja tema de vários eventos de tecnologia, gestão e desenvolvimento humano nos últimos tempos, parece que agora, quando mais precisamos dele, sumiu do repertório. Na verdade, é só a constatação de que não estamos tão acostumados ao caos como pensávamos e, buscar nos adaptar em tempos de quarentena é crucial para nossa vida pessoal e profissional.

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