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Em qualquer conversa corporativa ou mesmo nas rodinhas informais, é bem provável que você escute o termo “mindset” com uma certa frequência. Apesar de relativamente recente, este é um termo cada vez mais difundido ao redor do mundo. No Brasil, ainda não usamos sequer uma tradução para o português para o termo, o que pode colaborar para que ele seja utilizado de maneira equivocada. Para evitar este tipo de situação, vamos abordar o seu conceito diretamente em sua origem, que vem da junção “mind” (mente) e “set” (configuração). Ou seja, configuração da mente, ou como adaptamos por aqui como “mentalidade”.

Nós, da Arbinger, somos uma das empresas que mais entende deste tema no mundo e temos ajudado diversas empresas e executivos em como transformar organizações em empresas mais colaborativas. Segundo um dos maiores especialista do tema no mundo, Dr. Terry Warner,  também fundador da Arbinger, mindset é a nossa maneira/jeito de ser. Mindset é uma parte do seu sistema operacional. Parte que cuida da maneira que você “enxerga” e “interpreta” o mundo ao seu redor.

Simples assim? Na prática nem tanto. Por isso, viemos nesse artigo trazer informações para que o termo seja não só corretamente colocado, mas também utilizado.

Então, iremos por partes:

 

O nosso mindset é o que direciona nosso comportamento e que traz o resultado, conforme o diagrama acima. O caminho mais comum é focarmos em um certo comportamento para geração de um resultado, o que a princípio é muito válido. Porém, se eu tiver um tipo de mindset que chamamos de “dentro da caixa”, possivelmente o efeito será inverso ou quase nulo, o que nos leva à importância da tão sugerida “mudança de mindset” (ou mudança do meu jeito de ser/mentalidade). Para que isso aconteça, entender como nosso mindset é formado é mais que essencial.

 

Como é formado o Mindset de cada um?

É formado pela minha maneira de ver o mundo, ou seja, pela “minha visão de mundo”.

Agora, de onde vem esta visão de mundo?

Através das experiências sensitivas que eu tenho e/ou tive ao decorrer de minha vida. Especialmente da infância. Portanto, as pessoas e ambientes que nos rodeiam ou rodeavam influenciam muito no que somos hoje e o que seremos no futuro.

Vendo desta maneira, quer dizer que podemos ter mais de um mindset?

 

Os mindsets que temos e seus impactos em tudo que fazemos

Sim, temos dois mindsets, segundo a Arbinger, o instituto que mais entende do assunto hoje no mundo.

 

Os dois mindsets: 

Dentro da Caixa –  aqui, o foco acontece nos meus objetivos e os outros não importam tanto quanto eu, ou seja, os outros são meros meios para eu atingir meus objetivos em prol do “meu bem comum”. Aqui, o sentimento de culpa é muito grande – eu me culpo, culpo os outros ou as coisas.

Fora da Caixa –  o foco aqui é o nosso objetivo. Primeiro, eu entendo o que o outro pensa, sente e depois eu trago o que escutei para o meu objetivo, para ver se temos um objetivo comum ou não e, caso não tenhamos um objetivo comum, eu sou o grande protagonista em estruturar um novo objetivo que é o nosso, não é mais o meu ou o dele, e sim o nosso. Aqui, eu crio um novo objetivo, uma nova visão entre pessoas.

 

 

Se pudéssemos definir esses conceitos com uma expressão popular, “dentro da caixa x fora da caixa” poderia ser representado por “Quer ir rápido vai sozinho, quer ir longe vamos juntos”.

Falamos muito sobre conceitos e definições até aqui, mas a pergunta que você deve estar se fazendo é: Qual o impacto e o efeito na prática que cada um destes mindsets têm no nosso dia a dia, na nossa cultura, na nossa vida?

Segundo a Arbinger, o impacto de estarmos dentro da caixa gera uma cultura mais hierárquica, de cima pra baixo, onde comandantes e líderes são mais autocratas, as metas voltadas somente ao individual e não ao conjunto. Os comportamentos que mais sobressaem são ignorar os outros, controle, silêncio, pouco feedback, muita reclamação.

Já no fora da caixa, temos uma cultura de diálogo, grande senso de objetivo comum e de equipe. O senso de pertencimento de grupo é alto, pois há espaços para inovar, criar, errar e até dar feedback para o líder, caso ele tenha feito algo que tenha impactado negativamente o grupo.

Com base no que acabou de ler, dá pra imaginar o impacto no dia a dia destes dois mindsets? Pois, um estudo da Mckinsey de Abril de 2014 fala que as empresas que estão mais fora da caixa conseguem ter melhores resultados que as empresas que estão dentro da caixa, podendo ter até 4 vezes melhores resultados.

 

Quem ou o que mais influencia o nosso mindset no dia a dia?

A todo segundo temos oportunidades para estarmos dentro ou fora da caixa, pois estamos em contato com ambientes, pessoas, diferentes estados de humor, estresse, decisões etc.

Então a pergunta que fica agora é: Será que os outros podem me levar para dentro ou fora da caixa?

Não! Não mesmo. Quem decide ir para dentro ou fora da caixa sempre sou eu e nunca é o outro. A decisão sempre é minha. Algumas vezes posso não estar consciente da decisão que estou tomando e, por isso vou, para dentro da caixa sem perceber e acabo me culpando, culpando os outros ou as coisas para que isso gere justificativas quanto ao que eu faço ou deixo de fazer. Portanto, nós nos deixamos influenciar muito pelos outros e tomamos decisões depois de termos nos autosabotados ou autoenganados, acreditando que estamos fazendo um bem para nós e para os outros. Muitas vezes até defendemos nossa visão com unhas e dentes, pois estamos focados nas justificativas que criamos para desmerecer a outra parte e fortalecer a nossa.

Para encerrar este artigo, uma última reflexão: é melhor estar dentro ou fora da caixa?

O que podemos dizer aqui é que a melhor coisa a se fazer é criar consciência de onde se está e poder decidir os impactos de cada ação sua. E que, quanto mais consciente você estiver de cada decisão que toma, mais fora da caixa você estará.

 

 

 

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